O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Tito de Alencar Lima

Frei Tito de Alencar Lima


(1945-1974)


Frade católico brasileiro


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Frei Tito de Alencar Lima nasceu em 14 de setembro de 1945, em Fortaleza
(CE), filho caçula de Ildefonso Rodrigues de Lima e Laura de Alencar Lima. Suicidouse em 10 de agosto de 1974, no exílio, na França.

Era frade dominicano. Estudou em Fortaleza com os padres jesuítas. Iniciou sua
militância na União Cearense de Estudantes Secundaristas e, a seguir, foi dirigente da Juventude Estudantil Católica (JEC). Em 1965, ingressou na Ordem dos Dominicanos, sendo ordenado sacerdote em 1967. Também foi aluno de Ciências Sociais da USP.

Foi preso em 12 de outubro de 1968 na cidade de lbiúna (SP). Juntamente com Tito foram presos e fichados no DOPS mais de 700 estudantes universitários.

Foi preso novamente em 4 de novembro de 1969, na companhia de outros dominicanos acusados de terem ligações com a Ação Libertadora Nacional (ALN) e seu dirigente, Carlos Marighella, Frei Tito foi torturado pela equipe do delegado do DOPS Sérgio Fernando Paranhos Fleury e, depois, foi transferido para o Presídio Tiradentes, onde permaneceu até 17 de fevereiro de 1970. Nesse dia, foi levado para a sede da Oban (posteriormente reorganizada como DOI-CODI), onde o torturador capitão Maurício Lopes Lima lhe disse ao chegar: “Agora você vai conhecer a sucursal do inferno”.

Tito foi torturado no pau-de-arara com choques elétricos em diversas partes do corpo; levou socos, pauladas, “telefones”; enfrentou um “corredor polonês” e foi queimado com cigarros. Tito foi o primeiro dos frades a ser levado para novos interrogatórios sob tortura porque o dono do sítio de Ibiúna fora preso e os militares descobriram que fora Tito quem intermediara o empréstimo do local para sediar o Congresso da UNE.

Tentou o suicídio com uma gilete, sendo conduzido ao Hospital Central do Exército, no bairro do Cambuci, onde ficou cerca de uma semana. Com esse ato, evitou que seus confrades voltassem a ser interrogados e torturados no DOI-CODI.

Banido do país em 13 de janeiro de 1971, com mais 69 presos políticos trocados pelo embaixador suíço sequestrado, Giovanni Enrico Bucher, foi para o Chile e depois para a Itália e a França. Até junho de 1973, viveu no convento S. Jacques, em Paris, onde tentou retomar seus estudos na Sorbonne. Depois, mudou-se para o convento dominicano de Sainte-Marie de la Tourette, em Eveux, província de Lyon. Em 23 de fevereiro de 1973, estando no exílio, foi condenado na 2ª Auditoria Militar de São Paulo a um ano e meio de reclusão.

Em 10 de agosto de 1974, enforcou-se em uma árvore perto de Villefranche-surSaône, conforme foi retratado no filme Batismo de Sangue de Helvécio Ratton, produzido em 2006. Foi enterrado no cemitério de Sainte Marie de la Tourette.

Em 25 de março de 1983, suas cinzas, ao lado dos restos mortais de Alexandre Vannuchi Leme, foram recebidos na Catedral da Sé em São Paulo (SP), onde foi realizada uma celebração litúrgica com a presença de D. Paulo Evaristo Arns, em homenagem aos dois. A seguir, suas cinzas foram enterradas no jazigo da família, em 26 de agosto do mesmo ano, em Fortaleza (CE).
A ditadura foi um período a ser lembrado a fim de não ser naturalizado em nossa história. Por memória e Justiça lembramos de Frei Tito e tantos outros religiosos que ao fazerem valer de sua fé e lutarem por igualdade, justiça, democracia e liberdade foram presos, torturados e mortos. Frei Tito foi mais um brasileiro cristão que não abriu mão da sua fé mesmo diante dos fascistas que o oprimiram.

Tito de Alencar Lima é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 4.089/2025, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Pastor Henrique Vieira
  • Ementa: Inscreve o nome de Frei Tito de Alencar Lima no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 05/05/2026 18:34, visualizado 124 vezes.