O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, conhecido como Capitão Sérgio Macaco, foi um militar da Força Aérea Brasileira, fundador e integrante do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), falecido em 5 de fevereiro de 1994.
Durante a Didatura Militar, em 1968, o Capitão Sérgio Macaco confrontou e se recusou a cumprir ordens do Brigadeiro João Paulo Moreira Burnier, que planejava usar os paraquedistas do PARA-SAR para explodir o gasômetro do Rio de Janeiro e dinamitar a represa de Ribeirão das Lajes, potencialmente causando a morte de milhares de pessoas.
O objetivo do Brigadeiro Burnier era culpar os movimentos de oposição à ditadura pelos atos terroristas, endurecer ainda mais o regime militar e desencadear uma “caça às bruxas”. Na lista de alvos a serem posteriormente sequestrados e eliminados estariam opositores como o ex-governador Carlos Lacerda e o então líder estudantil Vladimir Palmeira, além do ex-presidente Jucelino Kubitschek e do bispo Dom Hélder Câmara.
Por conta de sua recusa e denúncia do caso, o Capitão Sérgio foi inicialmente preso por 25 dias e respondeu a processos na Força Aérea Brasileira, no Serviço Nacional de Informações (SNI) e tanto na Justiça civil quanto na militar. Foi absolvido em todos os julgamentos. Sendo, contudo, cassado e compulsoriamente reformado pelo Ato Institucional Nº 5. Em 1992, o STF determinou a reversão do seu afastamento e sua promoção à patente de brigadeiro. Sergio, contudo, faleceu antes de ver a decisão ser concretizada.
Conforme narra o jornalista Elio Gaspari, em “A Ditadura Envergonhada”, posteriormente, dos catorze oficiais presentes em uma das reuniões de planejamento chamadas pelo Brigadeiro Burnier, dez confirmaram a denúncia do Capitão Sérgio.
Dessa forma, Sérgio Carvalho foi um verdadeiro Herói da Pátria ao corajosamente salvar a vida de milhares de pessoas recusando uma ordem ilegal e imoral de um superior hierárquico, integrante da chamada “linha dura”, mesmo sabendo que tal ato teria um grande custo pessoal.
Além disso, Sérgio Carvalho era conhecido como nambiguá caraíba (homem branco amigo) pelos povos indigenas da Amazônia, tendo participado de diversas missões de salvamento de indigenas e vitimas de acidentes aérios na região como integrante do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento2
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Sérgio Carvalho assumiu ainda um mandato de Deputado Federal na 48ª Legislatura, pelo PDT, no período de 1989 à 1991.
Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 2.840/2024, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 03/05/2026 10:02, visualizado 144 vezes.