O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidata a Heroína da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva

Eunice Paiva


(1929-2018)


Advogada


Após conhecer a história desse Candidata a Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva, brasileira, nascida em 7 de novembro de 1929, em São Paulo, capital, formou-se em Direito e foi um símbolo na luta contra a Ditadura Militar no país. Eunice cresceu no bairro do Brás, em São Paulo, em uma família de origem italiana. Desde cedo, cultivou o gosto pela leitura.

Foi Viúva de Rubens Paiva, torturado e assassinado pela ditadura militar nos porões do DOI-CODI no Rio de Janeiro em 1971. Na mesma ocasião, Eunice foi presa junto à filha Eliana, então com 15 anos, e levada também às dependências do DOI-CODI carioca. Eliana permaneceu presa por 24 horas no local, Eunice por 12 dias, sendo interrogada. Após a libertação, passou a exigir a verdade sobre o paradeiro do seu marido.

Eunice tem sua memória revelada com o lançamento do novo filme de Walter Sales, “Ainda Estou Aqui”, em cartaz dos cinemas de todo o país. O filme joga luzes sobre o papel fundamental de Eunice na busca da verdade do desaparecimento de Rubens Paiva e na resistência contra os crimes e abusos da Ditadura no Brasil.

Foi depois do assassinato do seu companheiro, em 1973, que ingressou na faculdade de Direito. Tornou-se advogada respeitada e se engajou em lutas sociais e políticas. Eunice combateu a política indigenista do regime até o final da ditadura, e tornou-se uma das poucas especialistas em direito indígena do país.

Em 1987, ao lado de outros parceiros, fundou o Instituto de Antropologia e Meio Ambiente (IAMA), ONG que atuou até 2001 na defesa e autonomia dos povos indígenas. Em 1988, foi consultora da Assembleia Nacional Constituinte, que promulgou a Constituição Federal Brasileira.

Foi uma das principais forças de pressão que culminou com a promulgação da Lei 9.140/95, que reconhece como mortas as pessoas desaparecidas em razão de participação em atividades políticas durante a ditadura militar. Em 1996, após 25 anos de luta por memória, verdade e justiça, Eunice conseguiu que o Estado brasileiro emitisse oficialmente o atestado de óbito de Rubens Paiva.

Faleceu aos 86 anos, no dia 13 de dezembro de 2018, em São Paulo, deixando para todos nós o exemplo de luta, perseverança e de força para enfrentar todas as barbaridades que a Ditadura promoveu contra sua família e contra os brasileiros. Eunice é exemplo que o país não pode esquecer e deve reverenciar. Por isso, diante do exposto, pedimos aos nobres colegas a aprovação desse projeto e do registro do seu nome e do seu companheiro, Rubens Beyrodt Paiva, no Livro de Heróis e Heroínas da nossa pátria.

Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva é candidata a Heroína da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 4.361/2024, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Joseildo Ramos
  • Ementa: Inscreve o nome do Senhor Rubens Beyrodt Paiva e da Senhora Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 03/05/2026 08:29, visualizado 141 vezes.