O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Luiz Carlos Prestes


(1898-1990)


Militar e político


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



A trajetória de Luiz Carlos Prestes demonstra que ele foi uma das personagens mais emblemáticas da história política brasileira do século XX. Sua vida e luta foram homenageadas por Jorge Amado, Lila Ripoll, Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Érico Veríssimo, Maria Aragão, Guimarães Rosa, Elisa Branco, Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade. Sua imagem serviu de modelo para artistas como Cândido Portinari, Carlos Scliar e Vasco Prado. Ele está presente nas canções de Paulo da Portela e Taiguara. O último recital de Federico Garcia Lorca, em 1936, foi em homenagem a Prestes; 10 dias depois o maior poeta da Espanha seria fuzilado.

Prestes liderou a maior marcha militar da História da humanidade, a Coluna Prestes, percorrendo mais de 25 (vinte e cinco) mil quilômetros pelo interior do Brasil entre 1924 e 1927. O movimento não foi apenas um feito estratégico, mas uma denúncia das injustiças sociais, do coronelismo e da falta de democracia da República Velha, despertando a consciência política de populações isoladas no sertão. A Coluna Prestes lutou por eleições livres, pelo voto secreto e pelo direito do voto da mulher. Lutou pela industrialização do país; modernização científica e tecnológica; e fim da corrupção e da censura.

Em 1935, Luiz Carlos Prestes comanda o primeiro Levante Armado Antifascista do mundo. Derrotado é preso e sua primeira esposa, Olga Benário, é entregue à Alemanha de Hitler, onde foi assassinada numa câmara de gás.

Após 9 (nove) anos de encarceramento, Prestes é eleito senador da República e participa ativamente da Assembleia Constituinte de 1946. Sua voz foi fundamental para a defesa das liberdades civis, da liberdade religiosa e dos direitos trabalhistas. Prestes foi quem introduziu o tema da função social da terra.

Depois de décadas de luta na mais rigorosa clandestinidade participa de todos os movimentos democráticos das décadas de 1940 e 1950. No curto período de 1959 até 1964 ele simbolizou a resistência contra regimes autoritários, dedicando décadas de sua vida à luta por uma sociedade mais justa. Com o golpe militar de 1964 Prestes volta para a vida clandestina e, entre os anos de 1971 e 1979, enfrenta o exílio.

Com a Lei da Anistia, de 1979, Prestes volta para o Brasil. Para as camadas populares ele tornou-se um mito vivo. Sua figura transcende a ideologia partidária, representando o ideal de entrega pessoal a uma causa coletiva e a resiliência diante das adversidades políticas do país.

Após a sua morte seu mandato de Senador é devolvido pelo Congresso Nacional e o Exército concede a ele a patente de General da Brigada, post mortem.

Luiz Carlos Prestes recebeu, entre outros, os títulos de Cidadão Honorário Carioca e Cidadão Honorário Ribeirão-pretano. Em 2025 a Câmara de Vereadores de Santo Ângelo aprovou o título de Cidadão Honorário post mortem. Foi desta cidade gaúcha que partiu a Coluna Prestes

Luiz Carlos Prestes é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.055/2026, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputada Heloísa Helena
  • Ementa: Inscreve o nome de Luiz Carlos Prestes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 02/05/2026 15:33, visualizado 44 vezes.