O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Francisco Manuel da Silva


(1795-1865)


Compositor e regente brasileiro


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelecido pela Constituição Federal. Ele representa a identidade, a soberania e o sentimento de união do povo brasileiro.

Francisco Manuel da Silva compôs a melodia que hoje conhecemos em 1831, em um momento de profunda transição política no país. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 21 de fevereiro de 1795. Começou a estudar música ainda menino, com o padre José Maurício Nunes Garcia. Se dedicava a música em tempo integral, ora como compositor e músico, ora como professor.

Como trabalhador incansável em prol da cultura também fundou o Conservatório de Música, embrião do Instituto Nacional de Música, que deu origem à Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Deixou várias obras, espalhadas em arquivos cariocas, mineiros e paulistas, abrangendo música sacra, modinhas e lundus. Sua maior contribuição musical para o povo brasileiro foi a composição da melodia do Hino Nacional.

Francisco Manoel da Silva morreu quarenta anos antes da letra do hino ser escrita por Joaquim Osório Duque Estrada. Foi nomeado Patrono da Cadeira número sete da Academia Brasileira de Música.

Joaquim Osório Duque-Estrada, nasceu em Paty do Alferes em 1870. Formase bacharel em Letras por volta de 1893, no Rio de Janeiro. Na época, publica seu primeiro livro de poesia, Alvéolos (1887).

Entre 1891 e 1924 colabora em vários jornais cariocas, entre os quais Correio da Manhã e O Imparcial. Atua também como crítico literário do Jornal do Brasil. No início da década de 1900 torna-se professor da Escola Normal e do Colégio Pedro II.

Em 1909, a letra que compôs vence o concurso, criado por lei de autoria do Deputado Coelho Neto, para "a melhor composição poética que se adapte, com todo o rigor do ritmo, à música do Hino Nacional Brasileiro". Sua letra expressava o amor à pátria, a exaltação da natureza, a valorização da liberdade e a confiança no futuro.

Nos anos seguintes, publica os livros A Arte de Fazer Versos, Parnaso Infantil, Crítica e Polêmica, Histórias Maravilhosas, da coletânea poética Tesouro Poético Brasileiro; e, sobre história do Brasil, A Abolição, Leituras Militares, Crítica e Abolição, A Guerra do Paraguai. Em 1916 é eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Em 1922 ocorre a oficialização da letra do Hino Nacional Brasileiro, por decreto do presidente Epitácio Pessoa nas comemorações do Centenário da Independência do Brasil. É pela letra do Hino Nacional que Osório DuqueEstrada, poeta parnasiano, tornou-se conhecido e garantiu seu lugar na história literária brasileira.

Francisco Manuel da Silva é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.965/2026, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Luciano Vieira
  • Ementa: Inscreve os nomes de Joaquim Osório Duque-Estrada e Francisco Manuel da Silva no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 02/05/2026 16:03, visualizado 45 vezes.