O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Francisco Julião Arruda de Paula

Francisco Julião


(1915-1999)


Advogado, político e escritor brasileiro


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Francisco Julião Arruda de Paula pertencia a uma tradicional família de proprietários de terras. Estudou na Faculdade de Direito de Recife, graduando-se em 1939. Lutando pela reforma agrária, em 1954, ajudou a fundar as Ligas Camponesas, movimento de trabalhadores rurais. Conseguiu uma cadeira na Câmara dos Deputados como Deputado Federal por Pernambuco em 1963.

O movimento, que se tornou nacionalmente conhecido como Ligas Camponesas, originou-se no engenho Galileia, no município da Vitória de Santo Antão, Estado de Pernambuco. Na época, o engenho congregava 140 famílias de foreiros. O movimento foi criado no dia 1º de janeiro de 1955 e autodenominou-se Sociedade Agrícola e Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP).

As Ligas tinham como finalidade prestar assistência jurídica e médica aos seus filiados e despertar nos camponeses a consciência dos seus direitos. Para defendê-los na Justiça, os representantes da SAPPP procuraram Francisco Julião Arruda de Paula, advogado em Recife, que foi posteriormente eleito deputado estadual e federal.

O empenho de Francisco Julião na Assembleia Legislativa, associado aos movimentos reivindicatórios das próprias Ligas, levaram o Governador Cid Sampaio a desapropriar o Engenho Galileia e dividi-lo em partes, destinadas às famílias dos foreiros. O caso repercutiu nacional e internacionalmente e deu notoriedade aos camponeses de Galileia e, ainda mais, transformou o primeiro núcleo das Ligas Camponesas no símbolo e na primeira experiência da reforma agrária no Brasil.

No dia 31 de março de 1964, eclodiu o golpe militar, desencadeado pelas Forças Armadas, que ocuparam o poder, demitindo o Presidente João Goulart e fechando o Congresso Nacional. Um forte movimento de repressão e perseguição varreu o País, atingindo a liberdade coletiva e individual. As Ligas Camponesas sofreram imediata intervenção do exército. Seus líderes foram presos, havendo até casos de tortura. Essa perseguição e repressão destruíram o movimento, todavia o senso crítico e as reivindicações básicas ficaram impregnados na mente dos camponeses, que conhecedores dos seus direitos não seriam mais manipulados pelos latifundiários.

Francisco Julião Arruda de Paula é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.886/2024, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputada Iza Arruda
  • Ementa: Inscreve o nome de Francisco Julião no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 03/05/2026 13:02, visualizado 135 vezes.