O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Donizetti Tavares de Lima

Padre Donizetti Tavares de Lima


(1882-1961)


Padre católico


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Beato Padre Donizetti, que nasceu no atual município de Cássia, no estado de Minas Gerais, no dia 3 de janeiro de 1882, sendo filho de Tristão Tavares de Lima e Francisca Cândida Tavares de Lima. Teve oito irmãos, todos com nomes em
homenagem a músicos, e "Donizetti" foi o nome escolhido em homenagem ao músico italiano Gaetano Donizetti. Aos quatro anos, Donizetti e sua família se mudaram para Franca, no interior de São Paulo, onde cursou o primário e começou a aprender música.

Donizetti pediu ao seu pai para ingressar no seminário; porém sua família estava em condição financeira muito precária na época, e, portanto,
seu pai decidiu que antes ele devia ajudá-los a se estabelecerem
financeiramente, o que ele fez. Sua família não enriqueceu, mas se estabilizou,
e aos 18 anos voltou a fazer o mesmo pedido e com o consentimento do pai,
entrou para o seminário, recebendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida
com manto de seda branco como presente de sua mãe.

É destacado em sua biografia oficial que o Pe. Donizetti, dos 15 aos 18 anos de idade (1897-1900), morou e estudou em Sorocaba no chamado Colégio Diocesano, “voltando no ano de1900 para o Seminário em São Paulo”.

Adolescente e vocacionado é matriculado no curso preparatório do antigo Seminário Episcopal de São Paulo, frequentando por três anos, entre 1897 e 1900, o atual Ensino Médio no Colégio Diocesano de Sorocaba, mantido pela então Diocese de São Paulo – que nesta época (final do século XIX) ainda abrangia todo o Estado.

Esse Colégio Episcopal surgira na cidade em 1896, fundado e dirigido por monsenhor João Soares do Amaral, então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Ponte, de Sorocaba, funcionava na atual Rua Souza Pereira, em imóveis que mais tarde, início do século XX, seriam adquiridos pelas Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing, que para ali transferiram o tradicional Colégio Santa Escolástica, que quando de sua chegada à cidade, em 1905, instalaram provisoriamente em uma casa da praça Frei Baraúna, cedida pelos monges do Mosteiro de São Bento.

A propósito do Colégio Diocesano, frequentado em Sorocaba pelo Beato Padre Donizetti Tavares de Lima, a crônica histórica local destaca: “Monsenhor João Soares, que viera de Santa Cruz do Rio Pardo com a missão de também fundar, em Sorocaba, o Ginásio Diocesano, em dois sobrados comprados pela então Diocese de São Paulo junto à igreja do Rosário, na atual Rua Souza Pereira, foi um marco na caminhada da Igreja em Sorocaba, apesar de só ter funcionado como tal de 6 de abril de 1896 a 6 de março de 1897, quando um grande incêndio o destruiu por completo, obrigando à noite monsenhor João Soares a lançar pelas janelas os colchões e pelas portas do fundo os alunos…”. “Significativo ainda é que nas férias do verão 1896/1897 o Ginásio Diocesano de Sorocaba serviria para proporcionar lazer e veraneio aos seminaristas menores e maiores de São Paulo, entre os quais estavam futuras ilustres personalidades eclesiásticas brasileiras, como o Cardeal Leme, o bispo dom Barreto, padre Regattieri e ninguém menos que o jovem José Carlos de Aguirre, que retornaria à cidade a 31 de dezembro de 1924, para tomar posse como primeiro bispo diocesano de Sorocaba”. E também muito provavelmente o Beato Padre Donizetti aparecia nesse grupo – já que ficou até 1900 para concluir o Colégio.

Logo após a ordenação, realizou seu trabalho pastoral na
Paróquia São Caetano, em Pouso Alegre. Mais tarde foi para a Diocese de
Campinas, sendo vigário da Paróquia Santa Mãe de Deus, em Jaguariúna. Em
1909, foi nomeado pároco de SantAna, em Vargem Grande do Sul, pertencente à então Diocese de Ribeirão Preto. De 20 de abril até 9 de agosto
de 1909 foi também o Administrador da Paróquia Senhor Bom Jesus de Aguaí.

Acabou destacando-se pelo trabalho pastoral intenso,
trabalhando o evangelho com ênfase na questão social, como na defesa dos
pobres e dos trabalhadores vítimas da exploração. Por essa razão, recebeu
uma injusta e falsa acusação de ser simpatizante do comunismo. Donizetti, que
também era advogado, ajudava os trabalhadores que precisavam de auxilio,
pois naquela época os ricos empresários e políticos abusavam de seus
funcionários, não pagando o que era de direito. Então Padre Donizetti, dizialhes o que deviam fazer, provocando uma revolta de ricos e políticos, que
tentaram matá-lo por 2 vezes.

Por questões de segurança, ele foi transferido pelo bispo,
sendo que no dia 24 de maio de 1926 foi nomeado pároco na Paróquia de
Santo Antônio da cidade de Tambaú, no Estado de São Paulo. Chegou à
cidade no dia 12 de junho, e sua posse ocorreu no dia seguinte, na missa das
11 horas de um domingo, no dia do padroeiro da cidade. Seu primeiro ato na
cidade foi o de ir à igreja São José, onde se ajoelhou e rezou diante do altar. Ao perceber que os primeiros bancos da Igreja eram reservados aos políticos e
ricos, retirou todas as demarcações, e disse: “Aqui dentro da Igreja, somos
todos iguais. Não existe rico ou pobre, poderoso ou humilde”.

Fundou em Tambaú diversas entidades, como o asilo São
Vicente de Paulo, a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de
Tambaú, além da Congregação Mariana, a Irmandade das Filhas de Maria e o
Círculo Operário Tambauense. Conta- se que no bolso de sua batina sempre
havia balas e santinhos que distribuía às crianças que encontrava na rua. As
crianças também passavam em sua casa antes de ir à escola para pedir a
bênção. Toda semana, Padre Donizetti, fazia uma pequena procissão com as
crianças e seus coroinhas até o asilo, sempre fazendo a oração do terço. À
época da administração do prefeito José Gatto em Tambaú, conversou com o
governador, a pedido do padre, para a construção de uma escola que hoje leva
o seu nome. Também lutou para fundar o asilo São Vicente de Paulo na
cidade.

Com o tempo, a fama do Padre Donizetti começou a se
espalhar até mesmo no exterior, e era grande o número de pessoas em busca
das curas, através de sua intercessão, que enviavam cartas da Espanha,
Portugal, Uruguai, Estados Unidos, Itália, Iugoslávia, dentre outros. Sua bênção
tornou-se muito procurada e era tradicionalmente dada da janela de sua casa,
vista a quantidade imensa de pessoas que ficavam lá em frente, aguardando-a.

O jornalista Joelmir Beting, morto em 2012, conheceu
pessoalmente o Padre Donizetti. Seu filho, Mauro Beting, afirmou em entrevista
que “que deve a própria vida” ao beato Donizetti. "Foi ele quem orientou meu
pai [Joelmir Beting] para se mudar para a capital, onde ele estudou e começou
a trabalhar como jornalista". Mauro acrescentou outro caso, agora milagroso,
atribuído ao Padre Donizetti. "Minha avó teria que amputar os pés. Porém, ela
rezou para [padre Donizetti] e não precisou mais", relatou. O pai de Mauro
também atribuía um milagre ao beato. Após um acidente no Rio Pardo, Joelmir
ficou gago e, depois de tomar um caldo de quiabo da casa do padre, o
problema foi curado.

Ao chegar em Tambaú, solicitou uma réplica da imagem de
Aparecida retirada do Rio Paraíba pelos pescadores. Ao chegar a imagem pela
linha férrea, chovia muito na cidade, mesmo assim o padre autorizou a saída
de uma procissão. Os relatos é que durante o trajeto da estação ferroviária até
a igreja Matriz Santo Antônio, a chuva ia abrindo "alas" para a passagem da
procissão, sendo que nem a imagem, nem as pessoas se molharam.

No dia 11 de outubro de 1929, Padre Donizetti acabava de
celebrar a Santa Missa na Igreja de São José, quando o avisaram que a Igreja
Matriz de Santo Antônio estava pegando fogo por causa de um curto circuito.
Foi imediatamente para lá acompanhado de seu coroinha. Chegando lá,
"ergueu a túnica e entrou na igreja, seguido por Ângelo Latari. Agitando um
bambu, o Vigário se dirigiu ao altar de Aparecida e encontrou-a no chão.
Pegou-a e levou-a para fora: a imagem estava intacta. Apenas um pouco do
manto do lado esquerdo tinha se queimado" (Livro Padre Donizetti, um
sacerdote para os outros. Edições CNBB, 2013, p. 60).

A população encarou o fato como um milagre de Nossa
Senhora. Com esse acontecimento, ele decidiu construir uma igreja para
guardar a milagrosa imagem. Foi ao bispo pedir permissão, diversas vezes,
após conseguir o terreno, o material, e pessoal para a construção, que foi
negada pelo bispo. Em obediência o padre não iniciou a obra.

A última bênção do Padre Donizetti foi dada no dia 30 de maio de 1955, e é um dos ocorridos mais conhecidos de sua vida, e ainda hoje a data é celebrada na cidade onde residia, Tambaú. Na década de 50, mais de 20 mil pessoas chegavam ao município todos os dias em busca de bênçãos. Na época, a cidade tinha cerca de 7 mil habitantes e não comportava receber tantos peregrinos. Havia o risco de propagação de epidemias, e a cidade tinha infraestrutura insuficiente em questões de água, alimento e pouso. Há relatos em que chegaram a juntar-se em Tambaú 200 mil pessoas esperando a famosa bênção, constituindo uma verdadeira calamidade pública. Os peregrinos subiam em árvores e nos telhados das casas que circundam a praça da igreja, e choravam emocionados. Milhares de velas foram acesas, segundo o arquivo
da Folha de S.Paulo dessa data. À época, afirmou que a decisão de findar as
bênçãos era por "motivos elevados", o que levou a especulações sobre ser
ordem do bispo da época. Ele afirmou: Hoje é o ultimo dia. O ultimo dia para
todos, indistintamente, desde o rico ao pobre; o ultimo dia para os humildes e para os poderosos. Nem o homem mais poderoso do mundo quebrará esta
minha decisão. Entretanto, recolhendo-me à solidão da cela, não deixarei de
dar a benção todos os dias, às 9 e às 20 horas a quem quer que dela
necessite, em qualquer parte do mundo. Bastará que nessas horas, a pessoa
que deseje a bênção pense em mim. Será esta a continuação - embora sem
testemunhas - da obra que venho realizando. De amanhã em diante não
receberei mais ninguém, quer seja para bênçãos especiais, quer para bençãos
coletivas.

No dia, esquadrilhas de aviões da base aérea de Cumbica e de
Santos sobrevoaram a cidade, realizando acrobacias em homenagem ao Padre
Donizetti. A bênção das 12 horas sofreu um atraso de quase duas horas, após
circular na cidade de que o governador Jânio Quadros estaria a caminho de Tambaú, a fim de receber, ele também, a milagrosa bênção. Por fim,
desmentido o boato, o padre se dirigiu à multidão que se comprimia na praça,
em frente à casa paroquial. O radialista Pedro Geraldo Costa, da Rádio
Nacional, anunciou que havia organizado uma "chuva de rosas" em
homenagem ao Padre, feita por aviões. Após a bênção, um avião da linha de transportes aéreos cruzou sobre a praça, deixando na sua trajetória um rastro de pétalas de rosas.

Durante todo o dia os peregrinos comentavam casos de curas
miraculosas e atribuíam ao padre Donizetti feitos verdadeiramente
excepcionais. Um desses casos, foi confirmado pelo próprio padre, que foi o de uma criança que havia falecido em Ribeirão Preto e que já se encontrava no
caixão, quando ressuscitou, na mesma ocasião em que o padre dava a bênção
das 14 horas. O repórter da Folha na época fotografou a mortalha que teria
envolvido o corpo da menina, porém não foram colhidos maiores detalhes, nem
mesmo os nomes dos pais da criança. Falando sobre o caso à multidão,
afirmou o sacerdote: "Isso não me surpreende, pois há algum tempo ressuscitei
um morto, mas tive o cuidado de pedir aos parentes que o conservassem em
casa durante três dias como se estivesse doente, para não assustar a
população." Um dos fâmulos do cardeal Mota afirmou que vira uma criança de
seis meses falar desembaraçadamente depois de ter sido tocada pelo padre
Donizetti.

Milagres registrados

1. Bilocação: Houve um fato que impressionou muito o povo
tambauense: a bilocação, que é estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Enquanto celebrava a missa, padre Donizetti marcava presença em um leilão
do outro lado da cidade;

2. O vendedor de vinho: Em 1954, o vendedor ambulante de
vinho, Gervásio Rota, que sofria de um grave problema nos joelhos que quase
o impossibilitava de andar, foi pedir a bênção ao padre, que ao fazer o sinal da cruz, sentiu a dor parar imediatamente. Esse foi o primeiro milagre do Padre Donizetti a se tornar amplamente conhecido, e foi o pontapé inicial de sua fama
de milagreiro;

3. O milagre da corrente: Uma mulher que vivia acorrentada pelos pais, por ser considerada louca, chegou à cidade gritando de dor e fúria mas ao chegar perto do Padre Donizetti, recebeu sua bênção, então ele pediu aos pais para que tirem a corrente. Receosos eles a tiram e ao fazê-lo, sua filha se acalma e para de gritar. Ficou totalmente curada. Esse ficou conhecido como o "milagre da corrente";

4. Milagre do Braguinha: José Alexandre Braga, mais conhecido como Braguinha, nasceu em 22 de abril de 1950, em Guaranésia (Minas Gerais). Aos cinco anos de idade usava uma bota ortopédica, pois era portador de um processo agudo no quadril em uma de suas pernas. À época mesmo os melhores médicos disseram à família que não havia cura. Um dia Braguinha disse à mãe, que em Tambaú havia um padre que ia fazê-lo andar, porém sua mãe desconhecia a cidade e o padre milagreiro. Na manhã seguinte, quebrou em frente a sua casa, um caminhão pau de arara de romeiros que estavam se dirigindo para Tambaú. Os ocupantes do veículo pararam para pedir ajuda, e, ao ver o menino, conversaram com os pais, que concordaram e assim dirigiram-se a Tambaú. O Pe. Donizetti simplesmente deu a bênção pública como de costume para todos e se aproximou do menino Braguinha que pediu para sua mãe que tirasse as botas ortopédicas, e ao tirar Braguinha começou a andar normalmente. Foi-lhe dada uma bola de futebol com a qual começou a brincar, até que se tornou jogador de futebol
profissional. Atualmente Braguinha vive no município de Guaxupé;

5. O milagre da velha milionária: Este é provavelmente o milagre mais famoso, e até acabou se tornando música: o milagre da velha milionária, ou "milagre de Tambaú", como ficou conhecido. Uma senhora rica que tinha que usar muleta foi até ao padre e após receber a bênção ficou curada. Como gratidão, quis entregar ao padre um bracelete de ouro e diamantes, o qual Padre Donizetti não aceitou, e recomendou-lhe que o oferecesse à primeira pessoa que encontrasse no caminho. A primeira pessoa que encontrou foi uma mendiga negra e muito pobre e, por isso, em vez de dar o bracelete deu 5 réis. Porém, mais à frente voltou a ficar paralítica. Dizem que essa mulher negra era Nossa Senhora Aparecida;

6. A levitação: No ano de 1958, na semana Santa, padre Donizetti celebrava a missa na praça da Igreja Santo Antônio, e em sua homilia, dizendo que Cristo iria ressuscitar e depois de dias subir aos céus, sem perceber, estava ele levitando, ficando a meio metro do chão.

Padre Donizetti morreu no dia 16 de junho de 1961, às 11h15, aos 79 anos, sentado na sua cadeira, em Tambaú. Milhares de romeiros, peregrinos, paroquianos, foram ao seu enterro. A causa de sua morte foi insuficiência cardíaca.

A abertura do processo de beatificação foi solicitada através da
Câmara Municipal de Tambaú juntamente à Diocese de São João da Boa Vista
em maio de 1991, sendo oficialmente aberto no dia 21 de fevereiro de 1992.

Em 2 de dezembro de 1996 a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, deu ao Pe. Donizetti o título de Servo de Deus, e em 1997 a Diocese de São João da Boa Vista constituiu o primeiro tribunal para trabalhar na beatificação.

No dia 8 de maio de 2009, os restos mortais do Padre Donizetti foram exumados, significando o fim de 17 anos de pesquisa da primeira etapa do processo de beatificação e o encerramento da fase diocesana. Em 16 de maio de 2009 foi realizado um cortejo que percorreu as ruas de Tambaú até a Praça Padre Donizetti. Dom David Dias Pimentel, então bispo da Diocese de São João da Boa Vista, celebrou uma Missa na esplanada do Santuário Nossa Senhora Aparecida para milhares de fiéis de Tambaú e de outros lugares, e contando com a presença de grande número de sacerdotes, diáconos, religiosos e diversas autoridades civis brasileiras.

Os restos mortais do Padre Donizetti, que estavam numa urna de acrílico, ficaram expostos e uma fila quilométrica de pessoas se formou para veneração. Após, os restos mortais do Padre Donizetti foram sepultados no mausoléu erguido no Santuário Nossa Senhora Aparecida onde permaneceram até sua beatificação, quando foram transferidos para uma capela em sua
honra.

No dia 10 de outubro de 2017 a Congregação para as Causas
dos Santos, através dos cardeais, bispos e teólogos do Vaticano, declarou
Padre Donizetti como venerável, sendo assim, reconheceu que o Servo de
Deus Padre Donizetti viveu em grau heroico as virtudes da fé cristã, uma etapa
de fundamental importância no processo de beatificação.

O título foi concedido após cautelosa análise da Igreja que uma
vez convencida de que o Servo de Deus Padre Donizetti tenha vivido de forma
heróica as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as
virtudes cardeais da prudência, fortaleza, temperança e justiça, vividas de
forma extraordinária, perante Deus e o próximo, conferiu-lhe o título de
Venerável, também ficou comprovado que Padre Donizetti viveu virtuosamente
os votos evangélicos da pobreza, obediência, castidade e humildade.

Dez anos após a abertura do pedido de beatificação do padre, em 2009, no dia 6 de abril de 2019, em audiência com o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Giovanni Angelo Becciu, o Papa Francisco reconheceu um milagre por intercessão do Padre Donizetti. A
beatificação está marcada para o dia 23 de novembro de 2019, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida de Tambaú.

A beatificação do Padre Donizetti ocorreu em Tambaú, no dia 23 de novembro de 2019, e foi presidida pelo prefeito da Congregação da Causa dos Santos e representante do Papa, Angelo Becciu. A celebração foi feita sob uma estrutura construída para esse fim, em forma de cruz, com 75 metros de comprimento por 15 de largura, e recebeu cerca de 25 bispos, 300 padres e um público de 20 mil pessoas. O menino que foi agraciado com o milagre do padre, Bruno Henrique Arruda de Oliveira, de 13 anos, que teve o pé torto congênito curado, participou da cerimônia e entrou com um relicário contendo um pedaço de osso da mão do Beato. Também foi inaugurada a imagem oficial do Padre e uma capela dedicada a ele no Santuário de Nossa Senhora Aparecida de Tambaú: no local há um esquife com uma imagem de cera de Donizetti em tamanho real, para a peregrinação dos fiéis.

Atualmente, na cidade de Tambaú, temos a Casa Museu do Padre Donizetti, que era a antiga casa paroquial em que ele viveu por 35 anos. No local, que é aberto à visitação, os aposentos são simples, e há muitos objetos de uso do padre, como sua cama, batinas, casulas e a poltrona em que ele faleceu. Há também pedidos e pertences em agradecimento às graças alcançadas pela intercessão do sacerdote, como fotos, garrafas de bebidas alcoólicas, maços de cigarros, capacetes motociclísticos, próteses e bengalas depositadas por pessoas que se dizem curadas. As correntes do milagre relacionado à moça louca também estão lá. No final fica a loja oficial do Santuário, onde os fiéis podem comprar artigos religiosos.

Donizetti Tavares de Lima é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 2.078/2025, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Jonas Donizette
  • Ementa: Inscreve o nome do Beato Padre Donizetti Tavares de Lima no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 03/05/2026 10:43, visualizado 139 vezes.