O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Antônio Bento de Souza e Castro nasceu em 17 de fevereiro de 1843 e faleceu em 8 de dezembro de 1898, em São Paulo.
Segundo Luiz Antônio Muniz de Souza1, seu bisneto e biógrafo, Antônio Bento é um herói pouco valorizado na historiografia do Brasil, um juiz branco abolicionista que ajudava negros escravizados a fugirem do cativeiro em São Paulo, cuja importância foi reconhecida por personalidades brasileiras como Júlia Lopes de Almeida, Raul Pompeia, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa e José do Patrocínio, entre outros testemunhos compilados e apresentados no livro “A Redenção de Antônio Bento”.
Antônio Bento ficou amplamente conhecido por sua atuação como abolicionista na província de São Paulo e como organizador e liderança da Ordem dos Caifazes. Em torno desse grupo cristalizaram-se ações de resgate de cativos por meio do auxílio direto à fuga, fornecimento de esconderijos provisórios e envio de escravos fugidos ou resgatados a locais seguros.
Alexandre Ferro Otsuka, em dissertação de mestrado, conta que:
“Grande parte dos trabalhos historiográficos que abordaram o tema da abolição no Brasil, ou na província de São Paulo, mencionaram a prática abolicionista do grupo dos caifazes e de seu líder, Antonio Bento, na década de 1880, como uma referência radical. A luta abolicionista empreendida por esses atores foi compreendida como o momento em que se tornou possível superar, segundo Emília Viotti da Costa, o período denominado de “primeira fase” do abolicionismo paulista, caracterizado, principalmente, por uma campanha no campo das ideias – por meio da imprensa – e pela atuação, no campo jurídico, dos muitos advogados envolvidos em ações de liberdade em favor dos escravos. A grande maioria dos abolicionistas atuantes nesta “primeira fase” formou-se na Academia de Direito do Largo de São Francisco e parte deles operou também, para além do campo jurídico, na imprensa; caso dos mais conhecidos abolicionistas da cidade: Luiz Gama e Antonio Bento de Souza e Castro.
A trajetória de Luiz Gama na luta abolicionista foi interrompida em 1882 em decorrência de sua morte. Após a perda de tão importante personagem na luta contra a escravidão na província de São Paulo, Antonio Bento teria ganhado cada vez mais destaque, intensificando suas atividades abolicionistas em continuidade às práticas empregadas por Gama, e aparecendo, cada vez mais, como seu sucessor natural. (...)”
(OTSUKA, 2015, p. 75-76)
Otsuka argumenta que ganhou destaque a memória e identificação de Antônio Bento como um líder do grupo dos caifazes e ativista da luta radical empreendida no campo da atuação direta e da clandestinidade, associando sua imagem à chamada “segunda fase”, mas que sua atuação na imprensa e no campo jurídico também são aspectos fundamentais da trajetória desse brasileiro, em especial sua militância constante no jornal Diário Popular e no periódico abolicionista por ele criado e chefiado, A Redempção.
Antônio Bento de Souza e Castro é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 6.078/2023, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 05/05/2026 09:05, visualizado 170 vezes.